terça-feira, 28 de abril de 2015

O SEGUNDO SEXO

Tumblr: Crazy Memories
Quando estou naqueles dias, o meu site preferido é o XVIDEOS.COM por motivos de que ele é o único capaz de me acalmar de forma rápida e direta. Sempre busco os vídeos de sexo gay, entre os quais tenho predileção pelos nacionais, embora também tenha meus nomes preferidos no meio, que muitas vezes não são nacionais, como o Tommy, o Trevor, o Antonio, o Connor, o John entre outros.

Há algum tempo, porém, tenho me interessado pelo Rogê, pelo Iuri, pelo Nacho, pelo Manuel, pelo Hakan e ainda alguns mais que, se você for chegado no assunto, sabe que eles representam o grupo daquela outra sexualidade. Não é com outro homem que eles contracenam. E é justamente por isso que estou gostando. São muitos os frames em que minha atenção se volta toda para elas.

Quando tudo começou por aqui, eu ainda me relacionava com uma garota. E não tinha problema nenhum. Não era nenhum sofrimento pra mim, pois eu queria fazer as coisas que fazíamos, ou não fazer nada, somente estar com ela.

Até que chegou o professor-bonitão com seus olhares e aos poucos comecei a me distanciar sexualmente dela.

A partir daí foi uma crescente de descobrimento pessoal em que eu lia, via e ouvia sobre relacionamento gay. Eu estava certo de que era gay e que tinha passado por um período de negação, mas não é isso que tá parecendo, não. Não acreditava em bissexualidade. Alguém acredita?

terça-feira, 21 de abril de 2015

DÁ PRA SENTIR MINHA REVOLTA? // OU // POSSO CHAMÁ-LOS DE AMIGOS?

Tumblr: AN. OPEN. REVOLVING. DOOR
Por que a gente demora? A gente sempre demora!

Talvez seja medo de ser precipitado, meter os pés pelas mãos. A verdade é que eu gosto de estar bem com as pessoas. Tenho orgulho de dizer que tenho amigos de todos os tipos, uns muito diferentes de outros e tal, e gostaria de poder dizer que nos damos todos muito bem. Não nos damos.

E por que a gente demora?

Sabe aquele relacionamento abusivo, em que você acha melhor ficar quieto e até se sentir menosprezado só pra não "criar caso"? Acontece em amizades, namoros, casamentos etc.

A gente demora!

Por que existe o medo de deixá-los pra trás quando a gente percebe que não nos sentimos tão bem assim perto deles? Vamos retirar o "deixá-los pra trás" e substituir por superá-los. Por que não superamos relacionamentos que não agregam? Por que ligamos para o julgamento dessas pessoas?

No mundo de hoje, só a gente demora!

Eu e mais ninguém tem a obrigação de manter um relacionamento no qual uma das partes sai prejudicada. Vamos todos buscar pessoas que nos fazem bem e nunca deixar com que cometamos o mesmo erro de fazer mal às outras pessoas. Geral aí achando que só porque é feliz de um jeito, o mundo precisa viver como ele pra ser feliz também.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

DPP

Tumblr: HOTCLUBWORLD NSFW 18+
Depressão Pós Punheta.

Faz um tempo que andava sentindo, mas nunca parei pra pensar sobre ou pesquisar. Até que parei.

Coisa mais natural do mundo e eu não sabia, vê se pode?!

segunda-feira, 9 de março de 2015

GRAUS DE ENVOLVIMENTO

Tumblr: @CATHALLYC
Na vida a gente estabelece vários graus de envolvimento com pessoas, coisas e demais seres.

O grau de envolvimento entre duas pessoas, por exemplo, pode variar muito ao longo da relação delas. No começo pode ser baixo, até porque é começo, mas depois pode se tornar altíssimo, ou só alto mesmo.

Se eu pegar o meu grupo de amigos, eu posso dizer pra você que o meu grau de envolvimento com cada um deles varia e muito. Um porque é gay, outro porque é hétero. Um porque conta piadas, outro porque conta piadas boas. O critério pra se envolver mais ou menos com alguém também varia.

Há momentos em que esses graus reduzem significativamente. Comigo tá acontecendo isso nesses últimos dias. Meu grau de envolvimento está fraco em todas as áreas da minha vida, até mesmo no lugar onde eu vivo. Não me sinto mais "de lá", mas também não me sinto ainda como "daqui".

Perdido entre os dois termos, porém, eu pareço o ser sem ser do qual o cara me falou esse final de semana. "Você parece que é, sem ser". Não entendi muito bem porque naquela altura a conversa me soava muito a Clarice Lispector-zisse e eu não tava afim de códigos depois de todo o álcool.

O máximo que consegui espremer da frase do cara e da minha miscelânea de sentimentos do último mês, foi que o meu grau de envolvimento precisa dar uma guinada.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

BACK TO REALITY

Tumblr: Fuck Yeah Black Gay Couples
Não que o carnaval tenha sido maravilhoso, até porque não foi -- embora também não tenha sido ruim --, mas depois de um tempo de ausências computadas é sempre bom voltar seja lá de onde é que você tenha precisado sair.

Após 18 anos de vida provinciana, eu finalmente atravessei a fronteira. Ainda no interior, contudo. O medo me seguiu até o momento em que eu pisei na minha nova casa e olhei para a quantidade de carros que passou na minha rua -- mais carros do que já passou em todas as ruas em todos os anos na minha antiga cidade. Não que eu tenha ficado livre dele após esse instante, mas é que depois vem aquele estalo do tipo "se mexe corpo, que agora é você por você mesmo!".

Minha nova cidade é Sorocaba. Eu ainda não sei quem é o seu prefeito, mas já sei que começo hoje em meu novo emprego. Quero deixar claro que estou escrevendo isso à uma da madrugada, visto que eu precisava voltar o quanto antes para o meu mundo homo-roxo-confessional e enganar o tempo que minha ansiedade prolonga mais do que eu gostaria na mesma medida em que afasta o sono do qual eu preciso.

Indubitavelmente eu cai no velho clichê do gay que sai da sua cidade do interior para explorar novos ângulos de sua sexualidade. E eu já sabia que cairia nele quando discordei do meu pai que dizia que o melhor mesmo seria eu trabalhar enquanto morava em casa. Beijos, pai, o senhor tinha toda razão. Meu salário me agradeceria, até. Mas de quê adiantaria ter mais dinheiro se eu não vivesse plenamente satisfeito comigo mesmo?

A simulação de gastos que eu fiz num rascunho dias atrás me mostrou que eu vou sofrer bastante, mas eu sempre fui grato por ter um corpo e uma mente adaptáveis nas mais diversas situações. E de qualquer forma, como eu disse no primeiro parágrafo desse texto, um dia eu vou querer voltar para aquela cidade sem graça de onde eu saí, porque eu amo ela no fim das contas.

Só espero que eu vá para uma série de outros lugares antes.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

ME EXCITA

Tumblr: Whatever
Não importa o que esteja tocando, só o que importa é um homem dançando.

Desde o dia em que percebi o quanto dançar podia ser libertador e divertido, eu consequentemente passei a prestar mais atenção nas pessoas que o faziam. Em especial os homens. À medida que os observava, eu me pegava bastante interessado naqueles movimentos.

No interior, onde está toda minha infância e juventude, há um certo preconceito com homens que dançam. É feio pra um homem dançar qualquer coisa além do popular forró e nas festas e clubes da cidade a maioria dos caras é bastante tímida pra se soltar na música eletrônica. Nos shows, quando não têm namorada, eles são aqueles que ficam com as mãos nos bolsos olhando para o palco.

Qual é a porcentagem de masculinidade que se perde ao dançar? Pra mim, 0%.

Acho extremamente sexy ver um cara mexendo os quadris e se divertindo. E não sei o motivo exato de eu achar isso. Talvez seja por, sei lá, a dança conter uma certa carga sexual por conta dos movimentos, dos olhares, do corpo suado, da respiração ofegante, do prazer que a gente vê naquele rosto ruborizado.

Dançar, enfim, satisfaz. Não apenas quem dança.

sábado, 17 de janeiro de 2015

DO MEDO QUE EU CULTIVO

Tumblr: Cute
Quando os dois se beijaram na novela uma amiga me disse: achei desnecessário.

Eu não falei nada, apenas me compadeci de sua ignorância. Até porque é difícil argumentar com quem não está disposto a te ouvir -- embora eu acredite que essas pessoas não estão dispostas a ouvir nem a si mesmas. Apenas fiz o que a garota não fez, que foi seguir um valioso conselho daquela escritora, a Martha Medeiros:

"Fico besta com quem perde a compostura por não gostar de algo ou alguém. Tão mais simples desconectar. Não leia, não ouça, não prestigie. Dê atenção ao que tem sintonia com você. E toque sua vida, sem agredir."

Muito drama seria poupado. E foi, nesse caso.

Contudo, apesar de eu ter contribuído por um momento a mais de paz nesse mundo, eu não deixei de pensar que bela idiotice minha amiga acabara de dizer. Afinal, como alguém que possui todos os privilégios da heteronormatividade pode saber o que é necessário ou desnecessário para um grupo social ao qual não pertence?

Provavelmente ela nunca terá que encarar o preconceito de alguém ao postar aquela foto no Instagram, na qual ela e o namorado estão amorosamente abraçados. Ela nunca terá medo de andar de mãos dadas na rua com ele. Ela nunca precisará ter aquela conversa com a família ou vice-versa.

Nunca pelo simples fato de ser hétero, eu digo.

Acredito, por outro lado, que quanto mais pessoas se assumem homo, trans, bi, etc., e falam sobre o assunto, ele deixa de ser tabu e o preconceito vai tendo que, aos poucos, ser engolido quando não superado. E essa é uma luta que todos nós que nos identificamos sexualmente oprimidos deveríamos assumir. Sinto que é o que eu deveria fazer.

O medo que a gente deixa crescer, porém, não é nada além do que cultivado. Não estou negando os riscos de se expor, longe disso. Só me encontro nessa vibe meio filosófica de achar que quanto mais nos omitimos, menos legítima nossa luta pessoal se torna. E não defendo a técnica de chutar o pau da barraca, não, mas precisamos parar de regar esse medo e encontrar sua raiz para que enfim possamos cortá-la.

Porque um dia eu ainda vou andar de mão dada com o cara que eu estiver gostando, e vou postar nossas fotos no Instagram e alguém vai olhar pra mim de uma forma estranha e eu vou achar que é por conta do meu cabelo bagunçado ou da minha cara de "foda-se".

Até!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

UM DIA DÁ CERTO?

Tumblr: Cute
- Então eu vou ter que olhar uma criança de 4 anos? E como funciona esse lugar aí?
- O clube faz essa semana cheia de brinquedos e brincadeiras.
- Por conta das férias.
- Uma semana!
- Das 1h às 5h.
- Putz! Sol de rachar.

1º DIA
- Porra! O lugar tá cheio.
- Pelo jeito todos os brinquedos são infláveis e cheios de água e sabão.
- Ela me disse que as crianças são divididas em grupos por idade.
- Cada grupo possui três monitores.
- Vamos procurar o seu, criança.
- O bonitinho ali de boné é um dos monitores do nosso grupo? Beleza.
- Significa? Quer dizer, ele não solta a mangueira.
- HAHAHA!
- Vamo' molhar essa camiseta aí?
- Ele tá falando comigo ou com você, criança?
- Bem melhor.
- Comigo. Tô molhadão agora, legal.
- Sorria aí, todo mundo fala que seu sorriso é bonito!
- Sorriu de volta. Acho que ele curte. A gente percebe essas coisas no olhar.
- O cara é exibido, fala com todo mundo, ri alto... Estilo pegador.
- Olha aí, tirou a camiseta pra torcer.
- Olhou de canto pra cá!
- Ou eu tô ficando louco ou ele tá tentando chamar minha atenção.
- Que corpo, hein, fera! Põe de novo, não.
- Quer torcer a sua também?
- Falando com a criança agora, é?!
- Tem horas aí, amigo?
- É impressão minha ou ele tá tentando puxar assunto?

2º DIA
- Olha ele ali de novo.
- Ainda bem que você só tem 4 anos, criança!
- Assim eu te acompanho em todos os brinquedos.
- Seu irmãozinho?
- Meu primo. A mãe dele não pode vir e pediu que eu o trouxesse.
- Que bom.
- Pois é.
- Sorria! Mas agora discreto, de lado...

3º DIA
- A mãe do XXX ligou dizendo que vai dar pra ela ir o resto da semana.
- Ah, tá, tudo bem.
- Como assim?! A gente nem trocou contatos... ou fluidos!!!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

POIS É

Tumblr: Sober Boy Tales
2015.

Muita coisa mudou, mas a sensação térmica é de que tá na mesma. Nem pra trás, nem pra frente. Indo. A namorada vai embora depois que você tem uma conversa sincera com ela -- mas não sincera demais, se é que você me entende, porque, convenhamos, nem Marcelo D2 desabafa desse jeito -- e o professor-bonitão também depois que você descobre que uma garota de Itu ganhou uma aliança dele.

Não tenho interesse em pessoas compromissadas. Sério, meio que me broxa.

Esperei quinze dias pra um primeiro post porque estava terminando minha lista mental de coisas que pretendo fazer esse ano mesmo sabendo que não vou conseguir. E não me entenda mal, isso não é negatividade, é só uma questão de não elevar -- nem um pouco -- as expectativas. Até porque uma lista que inclua academia, sexo, morar sozinho em uma nova cidade e trocar de celular precisa de muito trabalho no background pra se concretizar.

O bate-papo uol -- cuja história dá outro post -- está no grupo de hábitos diários a se eliminar, assim como a mão que alivia a tensão*. Claro que esse grupo existirá num número de dias que pode variar entre vários e muitos e apenas isso, porque nada no mundo é definitivo.

E enquanto eu tento e depois tento de novo, vou suando nesse calor fora do normal, navegando pra ver se encontro blogs tão interessantes quanto tenho encontrado e subindo aquele degrau.

*pode não parecer de início, mas você sabe do que eu tô falando.