segunda-feira, 9 de março de 2015

GRAUS DE ENVOLVIMENTO

Tumblr: @CATHALLYC
Na vida a gente estabelece vários graus de envolvimento com pessoas, coisas e demais seres.

O grau de envolvimento entre duas pessoas, por exemplo, pode variar muito ao longo da relação delas. No começo pode ser baixo, até porque é começo, mas depois pode se tornar altíssimo, ou só alto mesmo.

Se eu pegar o meu grupo de amigos, eu posso dizer pra você que o meu grau de envolvimento com cada um deles varia e muito. Um porque é gay, outro porque é hétero. Um porque conta piadas, outro porque conta piadas boas. O critério pra se envolver mais ou menos com alguém também varia.

Há momentos em que esses graus reduzem significativamente. Comigo tá acontecendo isso nesses últimos dias. Meu grau de envolvimento está fraco em todas as áreas da minha vida, até mesmo no lugar onde eu vivo. Não me sinto mais "de lá", mas também não me sinto ainda como "daqui".

Perdido entre os dois termos, porém, eu pareço o ser sem ser do qual o cara me falou esse final de semana. "Você parece que é, sem ser". Não entendi muito bem porque naquela altura a conversa me soava muito a Clarice Lispector-zisse e eu não tava afim de códigos depois de todo o álcool.

O máximo que consegui espremer da frase do cara e da minha miscelânea de sentimentos do último mês, foi que o meu grau de envolvimento precisa dar uma guinada.

8 comentários:

  1. Talvez vc esteja em transição para uma nova parte de sua vida, desligando-se do passado, mas não ainda ligado ao futuro, sabe?

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    1. Pois é, FOXX!

      Você me esclareceu agora. Ainda bem que é um sentimento que já vai indo embora.

      Abraços.

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  2. Olá... tudo joia?! Eu vim parar por aqui meio perdido... mas me reconheci no teu texto, ando com um sentimento estranho de não pertencer a nenhum lugar... de estar "deslocado"...

    Não sei... talvez seja mesmo uma época de transição, de mudanças...

    Espero que elas venham para melhor! Volto com mais tempo para conhecer teu blogue

    Abração.

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    1. Oi, Latinha! Tudo bom e aí?

      Esse "sentimento estranho" imagino ser consequência de uma mudança, como você bem disse, que ainda não se concluiu.

      Volte, sim. Ficarei feliz.

      Abraços.

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  3. Eu me lembro desse sentimento. É como se ele estivesse sempre presente no meu passado, mas foi embora sem eu me dar conta.
    Poucas vezes eu me sentia ligado de fato às pessoas ao meu redor, onde eu vivia não era meu lugar. Eu vivia preso na transição, sem nunca me permitir ir...
    Acho que aprendi a eu mesmo construir meu lugar no mundo, e só incluir nele o que me interessa. Talvez seja esse o segredo.

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    1. Exatamente. Essa transição sobre a qual você fala é como se houvesse dois caminhos e a gente estivesse entre eles, sem seguir por nenhum.

      Assim, à medida que o tempo passa, aprendemos a administrar a nós mesmos.

      Obrigado, Sam.

      Abraço.

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